sábado, 19 de Dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Vultos na Noite

Sábado, 03:00.

Vou andando para casa. Não sendo um "predador nocturno" tenho muito poucas esperanças que a noite ainda me reserve alguma surpresa agradável. A música alta e o ambiente impessoal, onde não é possível conhecer as pessoas tal como elas são, não são o meu meio natural.
Preferia ir dormir com alguém, é certo.
Mas com alguém especial, com quem me sentisse realmente bem. Alguém com quem pudesse acordar e partilhar sonhos, brincar e ter conversas interessantes pela manhã fora...
Sei que sou idealista, perfeccionista, romântico...
E afinal a vida é tão fria e crua para quem é assim.
A madrugada está bonita. apetece-me não desperdiçá-la.
Conduzo devagar como quem espera que o telemóvel ainda toque antes de chegar à cama.
Passo por vultos que se abraçam e pergunto-me:
- Serão felizes?
Quando vejo madrugadas como esta penso nas que não desperdicei.
Quem viveu madrugadas dessas não as esquece nunca...

quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

Formas de ver as coisas...

Questionando-se acerca das suas próprias atitudes e talvez de um delinear de uma nova maneira de ver as coisas, ela percebeu que a maneira de ver o mundo difere muito do nosso próprio espírito e dos olhos de quem o vê. Não se resumia tudo à diferença entre ela e ele mas também entre o ela e ela.

Pode parecer confuso mas a verdade é que muitas elas já fizeram parte daquela que supostamente seria uma só. A explicação, essa fica para aqueles que sabem da vida ou aqueles que pela sua maneira de ver o mundo conseguem encontrá-la.

Porque é que temos de justificar tudo o que somos e pensamos? Existirão formas certas de pensar as coisas, perguntou-se ao mesmo tempo que sentiu um sentimento de injustiça que nela era tão frequente. A revolta, essa já foi, com o tempo percebeu que não podia mudar todas as coisas. Mas não poderia ela pelo menos lutar pela mudança nas suas próprias coisas?

A verdade é que nunca na sua vida se sentiu atraída por aquilo que era já banal, buscava a diferença a todo o custo, mesmo quando isso lhe trazia custos demasiado elevados que não entendia na altura. A vontade de fazer o certo, que mantinha o seu lado mais responsável, mas de uma forma distinta buscando aquilo que queria, talvez só agora, de diferente na sua vida. Aquilo que lhe diziam ser a sua irreverência era para ela apenas o acreditar dessas mesmas coisas, o viver daquele livro que era o best seller da sua própria vida…

quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

As gomas que nunca te darei…(?)

Eram 4 da tarde de um sábado de Novembro.
O céu azul e a brisa constante faziam adivinhar a noite fria que já não demoraria a chegar…
Ali sentado, naquela rocha, e com todo o mar à sua frente, ele julgou que seria capaz de não pensar em mais nada.
Mas não. A paisagem fê-lo recordar…
E com a terra atrás de si e o mar pela sua frente pensou como era incerto o futuro.
“O mar não tem caminhos”, pensou.
E deitou-se na rocha cinzenta.
A vida tinha-lhe feito surpresas que ele jamais imaginara, e sorriu.
Conheceu coisas que nunca ninguém lhe tinha explicado que existiam daquela maneira.
Experimentou sensações. Viveu sentimentos…
Julgou poder estar a construir algo, acreditou.
Aos poucos percebeu que não.
Aceitou e resignou-se.
Afinal não havia perdido tudo.
Percebeu que não viveria nada igual por muitos que fossem os anos que durasse…
Que não existem pessoas iguais nem cumplicidades como aquela.
Era escusado procurar mais ou desiludir-se após cada tentativa frustrada.
Parou e percebeu que afinal tinha construído algo. E que esse algo era mais sólido do que tudo o que já tinha construído até então.
Num gesto impulsivo tirou as gomas do bolso e contemplou-as tão juntinhas dentro do saco!
As gomas que eram dela.
Não comeu nem uma.
Preferia oferecê-las. Se ela as aceitasse...
Por isso guardou-as não se sabe até quando.

sábado, 8 de Dezembro de 2007

Quando o chocolate é inesperadamente mais doce…

Por vezes pergunto-me porque é que em vez de procurarmos a explicação para aquele pedacinho de chocolate que ficou sozinho no meio da caixa, aquele que ninguém parece querer comer, aquele que todos deixaram para último…não nos arriscamos e provamos?
Sim, sou gulosa e provavelmente ficaria com vontade de o provar mas o facto de ser o último, o que ninguém quis, o que provavelmente não será tão bom para ainda lá estar…iria deixar-me um tanto ao quanto reticente. Quando nos intrigam ou se reparamos neles talvez comecemos a sua história para além daquele simples pedacinho de chocolate, que no fim para nossa surpresa talvez seja tão bom ou melhor que todos os outros.
Porquê a dificuldade em nos deixarmos surpreender? Porquê a expectativa antes de sequer testarmos o seu sabor?
“Ah…Acho que não vou gostar, tem ar de não ser muito bom …” Se em todas as circunstâncias nos deixarmos pelo que achamos ou se não arriscarmos só porque até ali ainda ninguém se atreveu a arriscar, vamos passar parte da vida a perder as oportunidades que talvez se andem a esforçar por saltar à nossa vista. E sim às vezes apetece-me pensar que as palavras têm vida, como se as oportunidades estivessem a saltar e a dizer...estou aqui, agarra-me! E sim…vejo as oportunidades com uma cara de desespero =) quando no fundo mais desesperados ficamos nós por insistirmos em deixá-las para depois, deixá-las para alguém que tenha a iniciativa primeiro…Quem disse que a nossa oportunidade não era aquele bombom que não comemos e depois veio alguém e levou?
Tenho pena quando eu própria percebo que não consigo deixar de desperdiçar o meu tempo a pensar demasiado nos prós e contras de pequenas coisas…meros pedacinhos de chocolate numa vida toda ela tão doce. Prometo que vou tentar pensar menos nos pedacinhos que já levaram e mais nos pedacinhos que estão à minha frente…contudo é tão difícil deixar de pensar em como serão os próximos pedacinhos…
Portanto para mim como testemunha do quão difícil é parar o poder daquilo que nos vai na mente vou simplesmente tentar focá-la na caixa que está lá hoje e no pedacinho que insiste em saltar à minha frente. I promise you…

sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Lista de nomes para o nosso blog

- Cúmplices
- Cumplicidade
- Cumplicidades
- Excertos de cumplicidade
- Amigos de muitas palavras
- Frases de chocolate
- Folhas caducas
- Por detrás das cortinas
- Folhas caídas
- Cinza dos (nossos) dias
- Dias assim
- Doces confissões
- Aqui e agora
- Pela vida fora
- Confessa-me
- Libertados
- Almas nuas
- Fatias de afecto
- Adoça-me
- Segredos entre nós
- Entre segredos
- O fogo em nós
- Suspiro no escuro
- Restos de silêncio
- Sementes de afecto
- Há algo em nós
- Dias que virão
- Doces sentimentos
- Palavras ao vento
- De mim para ti
- Retrato da imensidão
- Contos de um futuro incerto